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	<title>Recém-jornalista</title>
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	<description>Um Jornalista recém-formado, tentando entender sua própria escolha de profissão.</description>
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		<title>O caso Nando Reis: Minha Mídia ou Nossa Mídia?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 14:30:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Alguém poderia dizer ao Tostao que o interesse dos leitores paulistas sobre o Cruzeiro, é muito pequeno, pra não dizer ZERO&#8221;. (Nando Reis, via Twitter, Abril de 2011). Pois é, depois de tudo que eu disse no post anterior, acaba que meu assunto chegou assim, via Twitter. Isso aconteceu no mês passado. Veja que o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=47&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Alguém poderia dizer ao Tostao que o interesse dos leitores paulistas sobre o Cruzeiro, é muito pequeno, pra não dizer ZERO&#8221;. (Nando Reis, via Twitter, Abril de 2011).</p></blockquote>
<p>Pois é, depois de tudo que eu disse no post anterior, acaba que meu assunto chegou assim, via Twitter. Isso aconteceu no mês passado. Veja que o cantor só fez um comentário, que foi amplificado e distorcido pelos torcedores, que se sentiram desrespeitados e reagiram com palavrões e tudo mais &#8211; como manda a <em>finesse</em> futebolística.</p>
<p>Nando Reis em seguida se retratou pelas afirmações que fez em relação ao Tostão, talvez por medo de perder alguns fãs. Hoje em dia fã não é algo barato de se perder, principalmente por bobagens importantes como o futebol.</p>
<p>Estava lendo ontem um artigo de Fernando Resende &#8211; que era coordenador do curso de Jornalismo do Unileste em 2004, quando entrei &#8211; publicado em 2007 chamado <em>O Discurso Jornalístico Contemporâneo</em> (<a title="O Discurso Jornalístico Contemporâneo" href="http://www.revistas.univerciencia.org/index.php/galaxia/article/viewArticle/5663">link </a> clicar em pdf). No meio da leitura me pus a pensar nesse caso em particular, e relacionando com questões como personalização de conteúdo e alcance com a mídia, pensei em escrever esse texto.</p>
<p><strong>Quem falou que a mídia é sua? </strong>(Clique em &#8220;Leia mais&#8221; para continuar)</p>
<p><span id="more-47"></span></p>
<p>Nando Reis não fez nada de errado. Ele apenas levantou um questionamento válido: &#8220;Quem disse que eu quero ler isso?&#8221; e foi levá-lo a público.</p>
<p>Não discordo dele. Nem concordo.</p>
<p>Todos nós sabemos que o mundo mudou, que a internet trouxe várias mudanças de comportamento, que hoje as pessoas cada vez mais estão escolhendo suas fontes de informação. É tanto blog, canal de TV, rede social, sites de vídeos, que dificilmente alguém vai se dar ao luxo de emprestar alguns minutos a uma informação que ele não quer saber.</p>
<p>O controle remoto da TV era a maneira de você selecionar sua programação. Mas mudar de canal durante uma reportagem envolvia o risco de você perder a próxima reportagem. Portanto, criava-se um telespectador assíduo, que se identificava com o programa de TV escolhido por ele, no mínimo de escolha que podia fazer.</p>
<p>Só que a TV é uma mídia de longo alcance, em que o mesmo programa pode ser transmitido para o país inteiro, ao mesmo tempo. Como conquistar a audiência em um país de extensão continental como o Brasil?</p>
<p>Abrangência. Os gols do Fantástico, para ficar no exemplo do futebol, mostram gols do país inteiro. Tudo isso para que um telespectador que não esteja no eixo Rio-São Paulo se sinta representado, e não escolha um programa de outra emissora.</p>
<p>Isso é aceitável, pois se você não quiser ver futebol, é só mudar de canal. Se os gols de seu time já passaram, você muda de canal. Mas e quanto ao jornal impresso?</p>
<p>No caso do Nando Reis, temos um jornal de circulação (e pretensão) nacional com nome regional: Folha de São Paulo. Quando ele diz que o leitor paulista da Folha não se interessa pelo Cruzeiro, dá voz à sua própria preferência. Ele diz, numa lógica meio falaciosa: &#8220;Eu, como um leitor paulista da Folha, não me interesso pelo Cruzeiro. Logo, os leitores paulistas da Folha não devem se interessar&#8221;. Tudo bem, ninguém sabe se isso é verdade. Mas o que isso mostra?</p>
<p>Mostra que as pessoas não se interessam mais por assuntos abrangentes. O leitor de jornal já escolhe sua editoria preferida &#8211; no caso, esportes &#8211; e já pode se dar ao luxo de não ler o restante do jornal. Dentro da própria editoria, o leitor ainda vai escolher seu esporte favorito &#8211; futebol &#8211; e espera que seu time esteja representado.</p>
<p>A Internet deu um poder ao leitor que ele não tinha. O poder de se alienar. Nando Reis não quer ler sobre o Cruzeiro; ao chegar na Globo.com, ele clica no ícone do São Paulo. Ele deixou claro que não se interessa por outros times, pelo menos não se interessa por times fora do campo de ação de seu time. Fica claro que mesmo o Cruzeiro sendo (na época) um time bom, analisar seu jogo não muda nada em minha vida &#8211; pelo menos enquanto não enfrentar meu time.</p>
<p>Isso mostra que as pessoas estão se tornando consumidoras de notícias mais analíticas, mais mastigadas. Como diria Fernando Resende, &#8220;vivemos em busca de fórmulas facilitadoras que nos ajudem a apreender o mundo de maneira simples; queremos tê-lo explicado, muito mais que problematizado&#8221; (p. 85). E piora: temos tão pouco tempo para gastar com informação, que já vamos direto à informação que queremos. Não podemos perder tempo com bobagens.</p>
<p>Perdemos com isso a formação de uma visão complexa do mundo, em que conseguimos analisar causas e conseqüências. A &#8220;Minha Mídia&#8221; acaba excluindo informações importantes para o entendimento de fatos complexos, enquanto a &#8220;Nossa Mídia&#8221; continua mastigando as informações e tentando servir um universo de pessoas que nem sempre tem as mesmas vontades.</p>
<p>A internet pode tanto ajudar a solucionar esse problema como pode acabar por fazê-lo mais forte.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucianoalvim.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucianoalvim.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=47&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Contra o Jornalismo de Orkut</title>
		<link>http://lucianoalvim.wordpress.com/2011/05/31/contra-o-jornalismo-de-orkut/</link>
		<comments>http://lucianoalvim.wordpress.com/2011/05/31/contra-o-jornalismo-de-orkut/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 31 May 2011 16:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é novidade pra ninguém que as novas tecnologias da informação facilitaram muito a vida dos jornalistas. Ok, a internet está aí mesmo, smartphones, tablets. Mas será que isso ajudou a melhorar o Jornalismo? Quando eu estava na faculdade, o falecido professor Márcio Duarte explicava pra gente a ideia da camisa que fizeram pro curso: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=39&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade pra ninguém que as novas tecnologias da informação facilitaram muito a vida dos jornalistas. Ok, a internet está aí mesmo, smartphones, tablets. Mas será que isso ajudou a melhorar o Jornalismo?</p>
<p>Quando eu estava na faculdade, o falecido professor Márcio Duarte explicava pra gente a ideia da camisa que fizeram pro curso: um homem curvado simbolizava o jornalista, que só olha pra seu próprio umbigo. É uma ironia, mas não deixa de ter um pouco de verdade.</p>
<p>O jornalista, como porteiro das informações (<em>gatekeeper</em>), não escreve pensando no público. O que se lê não é o que o público quer, e sim o que o jornalista <em>acha</em> que o público quer. Ou o que seu editor acredita ser o que as pessoas querem ler. Alguns ainda se dão ao trabalho de pensar em seu público, fazer uma matéria a pedidos da comunidade, ou baseado em pesquisa de opinião.</p>
<p>Como a internet facilitou tudo, o jornalista não precisa mais sair de sua cadeira para pesquisar algo. Desde o caso da menina Isabella Nardoni tenho reagido com horror a uma nova prática, que é o título desse post. Repetindo: O Jornalismo de Orkut.</p>
<p>Três anos atrás, no G1: &#8220;Mãe de menina que sofreu queda do 6º andar desabafa no Orkut&#8221; (<a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL384490-5605,00.html" target="_blank">link</a>).</p>
<p>Quando começaram a escarafunchar orkuts alheios para publicar nos jornais, eu já fiquei meio mordido. Pior ainda foi quando os âncoras, em perfeito &#8220;globês&#8221;, começaram a noticiar que no perfil &#8220;de uma rede de relacionamento&#8230;&#8221; , tudo para não fazer propaganda. Pra não falar &#8220;orkut&#8221;, gasta-se o triplo do tempo.</p>
<p>O tempo é precioso na TV, mas evitar propaganda gratuita é mais. Mas quem não conhece aquele fundo azul do Orkut? Falando-se em termos de Brasil, a TV escancara uma imagem de uma &#8220;comunidade em uma rede social&#8221; e alguém não sabe qual site é? Eles se enganam, achando que estão enganando o público. É o cúmulo do umbiguismo.</p>
<p>Mas o Jornalismo de Orkut não é isso. O Jornalismo de Orkut simboliza toda a preguiça de uma nova geração de jornalistas. É a geração da Wikipedia, que leva barrigadas homéricas re-publicando linha por linha de artigos inteiros. Que fica o dia inteiro no Orkut e se justifica fazendo uma matéria inteira sobre &#8220;o movimento&#8221; dos internautas, publicando o que eles disseram na rede social.</p>
<p>É um jornalista que se põe a escavar a vida alheia em um site de relacionamento, oferecendo uma análise &#8220;profunda&#8221; do que a pessoa colocou em seu site pessoal. Como se tudo aquilo fosse verdade absoluta, os jornalistas ajudam a forjar personagens e a inventar notícias feitas de vapor &#8211; não por acaso, a matéria-prima das nuvens.</p>
<p>Veja dois jornalistas do O Globo &#8211; que aparentemente não tinham nada mais importante para fazer &#8211; analisando as citações bíblicas do assassino de Realengo, como se quisessem encontrar a explicação pro crime: &#8220;Perfil do Orkut atribuído a atirador de Realengo explora temas como morte, inferno e ressurreição&#8221; (<a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/04/08/perfil-do-orkut-atribuido-atirador-de-realengo-explora-temas-como-morte-inferno-ressurreicao-924190646.asp" target="_blank">link</a>).</p>
<p>E não é exatamente essa a imagem que ele queria criar pra si mesmo? Um criminoso profundo, misterioso, digno de filme? Que assassino digno de nota teria em seu Orkut a comunidade &#8220;Bob Esponja Calça Quadrada?&#8221;</p>
<p>É uma aula de como o chamado jornalismo on-line está sendo afetado negativamente pelas novas tecnologias, parecendo revistas de fofoca &#8211; publicam qualquer coisa que suas fontes despejarem em seus Twitters e Redes Sociais. Sem análise. É a festa das assessorias de imprensa, que em alguns casos não precisam nem enviar os e-mails. É só postar.</p>
<p>&#8220;Twittou, virou manchete&#8221;.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucianoalvim.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucianoalvim.wordpress.com/39/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=39&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A foto que não tirei.</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Jan 2011 21:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[(Estive viajando nesses últimos vinte dias, em férias com a família. Isso explica a inatividade no blog. Eu acho.) Ontem estava passando de carro pelo Cariru, perto da Aciaria, no mesmo local em que tirei a foto do primeiro post desse blog. Aconteceu uma batida entre dois carros. Um Siena e um Palio, se não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=40&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(<em>Estive viajando nesses últimos vinte dias, em férias com a família. Isso explica a inatividade no blog. Eu acho.</em>)</p>
<p>Ontem estava passando de carro pelo Cariru, perto da Aciaria, no mesmo local em que tirei a foto do <a title="Um carro bateu em um poste…" href="http://lucianoalvim.wordpress.com/2010/11/20/um-carro-bateu-em-um-poste/">primeiro post desse blog</a>.</p>
<p>Aconteceu uma batida entre dois carros. Um Siena e um Palio, se não me engano. Uma confusão. Não foi uma batida muito feia, mas foi no meio da rua, atrapalhou um pouco o trânsito. A colisão foi meio frontal, lado esquerdo contra lado esquerdo. Algum dos dois deve ter desviado de algo. Mas como estava tudo paralisado, provavelmente não chegaram a um acordo (&#8220;Cada um paga o seu hein!&#8221;) e deviam estar esperando a perícia chegar.</p>
<p>Estava com minha câmera ao lado, e cheguei a pensar em parar. Não parei.</p>
<p>Depois fiquei pensando no porquê.</p>
<p>Mais uma foto de acidente de trânsito? É só isso que acontece aqui?</p>
<p>O céu estava muito bonito. Era por volta de 18:30, estava indo na casa da minha namorada, com um ótimo humor.</p>
<p>Não quis perder nem um segundo daquele quase pôr-do-sol de dia chuvoso, as nuvens alaranjadas, o ar morno abafado de um pós-chuva de verão ipatinguense.</p>
<p>Em resumo: Os dois carros bateram. A lataria estava amassada. Os motoristas estavam nervosos. A polícia estava acalmando a situação. Os passantes estavam curiosos. E eu não tive curiosidade para tentar capturar algum detalhe do fato.</p>
<p>Já descrevi a foto que não tirei.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucianoalvim.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucianoalvim.wordpress.com/40/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=40&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ética e Individualismo</title>
		<link>http://lucianoalvim.wordpress.com/2010/12/09/etica-e-individualismo/</link>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 16:15:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concurso Público]]></category>

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		<description><![CDATA[(Contei esse caso pelo menos dez vezes nas últimas duas semanas. Todos os meus amigos e familiares já estão de saco cheio dele. Mas vou contar aqui também, com algumas reflexões.) O concurso Fui a Belo Horizonte participar de um Concurso Público. Estavam disponíveis quatro vagas para Jornalista (com diploma), a ser disputadas por 792 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=36&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(<em>Contei esse caso pelo menos dez vezes nas últimas duas semanas. Todos os meus amigos e familiares já estão de saco cheio dele. Mas vou contar aqui também, com algumas reflexões.</em>)</p>
<p><strong>O concurso</strong></p>
<p>Fui a Belo Horizonte participar de um Concurso Público. Estavam disponíveis quatro vagas para Jornalista (com diploma), a ser disputadas por 792 candidatos, para a UFMG. O salário base era R$3.000,00 para 30 horas semanais.</p>
<p>Foi meu primeiro concurso público. Não estudei muito, li apenas fragmentos de três dos 17 livros da bibliografia &#8211; pois só acordei pro concurso na semana da prova. Serviu como experiência, pra sacudir um pouco o cérebro que em seis anos não fizera nenhum outro &#8220;vestibular&#8221;.</p>
<p>Caminhei da entrada principal da UFMG até a Faculdade de Farmácia, que fica do outro lado do campus. Fui enganado pelo mapa, que não mostra a topografia do terreno; ninguém tinha me preparado para a ladeira que eu teria que encarar no sol quente das 13 horas. E fui de calças, pois antes do almoço o céu estava nublado. Devia ter escolhido a bermuda.</p>
<p>Cheguei no prédio de Farmácia exausto. Estou fora de forma, depois de pelo menos um ano longe de atividades físicas regulares. Me canso após dois lances de escadas. Fui até minha sala, e não havia ventiladores, apenas as janelas abertas. Sentei-me nas cadeiras de madeira, que mais pareciam tronos. Como ainda faltavam vinte minutos para o início da prova, sentei e comecei a relaxar.</p>
<p>Já tinha deixado meu telefone e a bolsa de lápis na frente da sala, como requisitado. Estava relembrando mentalmente a matéria que estudara no dia anterior &#8211; Assessoria de Imprensa, minha maior fraqueza depois de Rádiojornalismo &#8211; e respirando fundo, buscando descansar da caminhada. Não estava nervoso, me sentia calmo e relaxado.</p>
<p>Um relógio mostrava as horas. A prova estava marcada para 14:00 em ponto. Atraso significaria desqualificação imediata do candidato. Nesse momento eu já esperava o início da prova. Mas as pessoas continuavam chegando. Aproveitei o tempo extra que me era dado para continuar pensando. Já não estava mais suado; entrava uma brisa fresca pelas janelas abertas.</p>
<p>Nada de começar a prova às 14:15. Eu já estava quase cochilando, precisei trocar a posição pois minha perna direita estava dormente. Alguns já estavam impacientes com o atraso. Eu não. Aproveitava cada minuto daquela sala. Fiquei imaginando se todas as salas eram iguais. E como minha vida teria sido se eu tivesse me formado ali.</p>
<p>Às 14:30, o clima mudou.</p>
<p><span id="more-36"></span></p>
<p><strong>Discussão</strong></p>
<p>Após meia hora de atraso, os fiscais de prova tinham uma resposta para a demora. A Coordenação Geral da UFMG pediu que eles aguardassem ao sinal para o início, pois havia acontecido um acidente perto do campus, e muitos candidatos estariam presos no trânsito.  Por fim, pediram a compreensão de todos. Eu ainda estava balançando a cabeça em aprovação, prestes a voltar pra minha meditação, quando ouvi uma voz vindo do fundo da sala:</p>
<p>&#8220;Não compreendo não&#8221;. O fiscal de prova que anunciou a resposta levou um susto, e procurava a pessoa que dissera aquilo em alto e bom tom. &#8220;Se o horário da prova estava marcado para as duas, não tenho que concordar com esse atraso&#8221;.</p>
<p>Um argumento válido. Até aí, tudo bem. Era verdade. Mas o que se podia fazer? A coordenação fez um pedido, que esperássemos eventuais atrasos causados por um acidente que não podiam prever. Eu aceitei. Eis que a voz subiu o tom da reclamação, ficando entre arrogância e prepotência:</p>
<p>&#8220;Eu quero que conste da ata do concurso que eu não concordei com esse atraso&#8221;.</p>
<p>Meu rosto corou, e tive vontade de rir. Sério, foi meio cômico. As pessoas olhavam para o fundo da sala, e lá estava eu, num sorriso sem graça, olhando para minha mesa, enquanto a pessoa continuava:</p>
<p>&#8220;Garanto que não só eu, como todos aqui, estão indignados com esse atraso&#8221;.</p>
<p>Epa. Já não estou rindo. Uns vinte candidatos começaram a falar também. Alguns diziam &#8220;É verdade&#8221;, enquanto outros começavam as teorias da conspiração:</p>
<p>&#8220;Aposto que algum parente da organização está preso no acidente&#8221;.</p>
<p>Não aguentei e ri novamente, um &#8220;Haha&#8221; abafado. Algumas pessoas olharam, e tentei voltar à paz anterior. Mas a pessoa que reclamou não queria deixar. Ela continuou, muito para meu desgosto, dessa vez apenas pra as pessoas ao seu redor:</p>
<p>&#8220;Vocês estão esperando o que? O vencedor do concurso chegar?&#8221;</p>
<p>Aí eu fiquei puto.</p>
<p><strong>A Ética é só Jornalística?</strong></p>
<p>É essa pessoa que quer ser Jornalista da UFMG? Uma pessoa que tem medo do vencedor do concurso chegar com mais de meia hora de atraso, depois de ficar preso num acidente de trânsito, fazer uma ótima prova (&#8220;F*** Yea!&#8221;) e roubar dela uma vaga no concurso. Pera aí, minha amiga. Tem mais de 700 candidatos aqui! E você tá com medo dos sete que não vieram na sua sala roubarem sua vaga?</p>
<p>E o pior de tudo, é a absoluta falta de ética que essa pessoa demonstrou. Tudo bem, não há nada no código de ética jornalístico regendo uma situação dessa, é óbvio que o atraso da prova não é correto, de um ponto de vista <em>robótico</em> (deontológico) da coisa. Mas e a ética humana? E se fosse com você? E se fosse com essa pessoa que reclamou, se ela estivesse presa no trânsito? Ela ia querer que constasse na ata do concurso que não chegou por um acidente?</p>
<p>Fiquei com essa pergunta na cabeça. E quando vi que as pessoas estavam indignadas, concordando com a agitadora, pensei novamente: &#8220;São essas pessoas que querem ser jornalistas?&#8221; Pior: todas essas pessoas tem um diploma. Elas passaram pelo menos 4 anos estudando jornalismo. Essas pessoas <em>são</em> jornalistas. Mas como?</p>
<p>Como essas pessoas podem humanizar as notícias, se elas nem mesmo conseguiram pensar nos candidatos que investiram R$105,00 numa inscrição, estudaram pra burro, saíram de suas cidades, desperdiçaram seu tempo livre, só pra, na hora de ir fazer a prova, ficarem presas no trânsito por causa de um acidente que não aconteceu por culpa delas?</p>
<p>Como essas pessoas podem ser tão individualistas a ponto de pensar somente no que elas tem a ganhar com a ausência de um candidato, e esquecer do que as outras pessoas já perderam só por não participarem do concurso?</p>
<p>Essas pessoas representam o que há de pior no jornalismo. Não diria que são jornalistas: são <em>leadistas</em>, <em>releasistas</em>, <em>copicolistas</em>. Não pensam nos que vão servir; pensam apenas nos seus próprios salários entrando no final do mês. Não pensam na qualidade da informação, e sim no relógio batendo no final do expediente. Não digo que tenho paixão irresistível pela profissão, mas estou começando a definir bem que tipo de Jornalista quero ser.</p>
<p>Por fim, o fiscal de prova passou recolhendo as assinaturas de quem se sentiu lesado pelo atraso. Resolvi ver quem assinaria, e notei que as pessoas da &#8220;Teoria da Conspiração&#8221; não assinaram. Será que estavam com medo de ter os nomes marcados? (Ou &#8220;leakados&#8221;, pegando carona na onda do momento).</p>
<p>Quando chegou minha vez, não assinei. Ele ficou me olhando, como quem esperasse uma justificativa. Justifiquei:</p>
<p>&#8220;Se eu estivesse lá fora, ia agradecer quem tivesse me esperado&#8221;.</p>
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		<title>Um carro bateu em um poste&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 09:26:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Alvim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acidentes]]></category>
		<category><![CDATA[acidente]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; e isso é notícia? &#8220;Quando um cão morde um homem, isso não é notícia, pois acontece com frequência. Mas se um homem morde um cão, isso é notícia&#8221; (Frase atribuída a John B. Bogart, editor do New York Sun) Cinco horas da manhã, passando pelo Cariru, a alameda Kiyoshi Tsunawaki estava escura. Atropelei alguns [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=25&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; e isso é notícia?</p>
<blockquote><p>&#8220;<em>Quando um cão morde um homem, isso não é notícia, pois acontece com frequência. Mas se um homem morde um cão, isso é notícia</em>&#8221; (Frase atribuída a John B. Bogart, editor do New York Sun)</p></blockquote>
<p>Cinco horas da manhã, passando pelo Cariru, a alameda Kiyoshi Tsunawaki estava escura. Atropelei alguns galhos de árvores que teoricamente serviam de aviso para os carros, de que um acidente acontecera. À minha frente, um poste caído, e vários curiosos. Não estava com a minha câmera; ao dar meia-volta para ir buscá-la, vi a ambulância chegando ao local.</p>
<p>Cerca de dez minutos depois, os únicos restantes eram os bombeiros (que se foram embora em seguida) e os policiais. Um Fiat Uno preto ainda se encontrava esmagado na calçada. Perguntei ao bombeiro se tinha alguma vítima fatal, se tiveram de retirar o motorista das ferragens, e fui respondido que a vítima já estava no hospital, mas sem ferimentos graves. Ele também não ficou preso no carro, mas foi retirado com cuidado para evitar qualquer trauma.</p>
<div id="attachment_26" class="wp-caption alignleft" style="width: 460px"><a href="http://lucianoalvim.files.wordpress.com/2010/11/20101120-img_4007.jpg"><img class="size-full wp-image-26" title="Poste bate em Uno Mille em alta velocidade" src="http://lucianoalvim.files.wordpress.com/2010/11/20101120-img_4007.jpg?w=700" alt="Aí sim, é notícia!"   /></a><p class="wp-caption-text">Poste em alta velocidade bate em Uno Mille</p></div>
<p>Saí pensando em várias coisas. Uma delas é no Jornalismo mundo-cão. Comecei a me interessar por fotojornalismo este ano ainda, quando comprei minha Canon T2i. Acho que é mais justificável do que tentar fotografia publicitária ou cobertura de casamentos e aniversários. Afinal, me graduei em Jornalismo.</p>
<p>Só que eu estou realmente praticando o fotojornalismo? Estou fazendo algo diferente do que qualquer passante com uma câmera digital comum poderia fazer? Ou só estou cobrindo tragédias?</p>
<p>Será que eu poderia ter tirado uma foto diferente?</p>
<p>Nessa foto, temos os sujeitos. O Uno, e o poste. O motorista já foi retirado, os bombeiros já foram embora. Não existe mais ação; cheguei tarde demais.</p>
<p>Além disso, era noite, o que me limitava ao raio do meu <em>flash</em>.</p>
<p>Quero tentar aprender mais sobre fotojornalismo. Na verdade, preciso me encontrar como jornalista, o tipo de histórias que conseguirei cobrir, como contá-las. O mecânico disso se ensina na faculdade, já aprendi. Mas não quero que isso se torne mecânico; queria que fosse do meu jeito.</p>
<p>Ainda vou descobrir que jeito é esse. Quem quiser saber, pode me seguir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/lucianoalvim.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/lucianoalvim.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=lucianoalvim.wordpress.com&amp;blog=6851248&amp;post=25&amp;subd=lucianoalvim&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luciano Alvim</media:title>
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